sexta-feira, 15 de maio de 2009

A vida de um Paulistano [parte 2]


De repente eu acordei , e olhei no relógio, já eram 8:00 horas da manhã e eu tinha que estar na agência às 7:00 horas da manhã , até eu chegar na agência que era na casa verde eu demorava 40 minutos, eu corri para me trocar e sai, para ir para o metrô, eu parecia um louco correndo pelas calçadas movimentadas da Avenida Ipiranga.
Chegando ao metrô, como sempre estava lotado, não cabia mais uma alma viva naquele lugar, eu resolvi esperar, já que não tinha mais jeito de entrar lá, eu já estava atrasado mesmo, estava até pensando em faltar, ligar para o chefe e inventar uma mentira mirabolante, mas não, eu era tão ‘certinho’ que eu não conseguia nem mentir, se eu mentisse eu iria ficar me sentindo mal o resto do dia. Resolvi enfrentar a multidão de pessoas me empurrando, pensei : “Mas o metrô nem chegou ainda porque o empurra-empurra ?”. Bom fiquei quieto só esperando o metrô chegar. E finalmente o bendito metrô chegou e o empurra-empurra aumentou, sorte que eu estava bem na porta e consegui entrar rápido. Como sempre não tinha lugar para sentar de tão lotado que estava o metrô, e então fiquei de pé esperando já que o metrô não iria mais rápido só porque eu estava atrasado.
Chegando perto da agência comecei a pensar em uma desculpa ‘esfarrapada’ para dar ao meu chefe pelo atraso, mas como eu disse eu não sou muito bom em mentiras, então resolvi ficar quieto para ver se ninguém reparava em mim.
Quando sentei em minha mesa logo o telefone tocou, eu pensando que era o chefe me arrepiei todo só de pensar na possibilidade dele me despedir. Sorte que era só a moça do RH avisando que o salário iria atrasar alguns dias. Era tudo o que eu queria, ter que atrasar o aluguel e todas as contas, pelo ou menos não era o chefe.
E então, como todos os dias, demorou para o dia passar. Finalmente chegou a hora do almoço, eu estava faminto já que não tinha comido nada na noite passada, e tinha feito ‘a’ faxina em meu apartamento.
Hoje eu resolvi que não iria comer lanche como todos os dias, desde que comecei a trabalhar aqui. Fui a um restaurante com alguns colegas e resolvi comer algo básico, que todas pessoas no mundo comiam, o tradicional arroz, feijão, batata frita e bife, num restaurante barato ali da casa verde. Bom já que faziam algumas semanas que eu não comia comida, então meu organismo estranhou, mas fiquei bem melhor do que os dias que eu comia lanches. Bom, voltei do restaurante para a agência. E de novo as horas demoraram a passar, tem gente que diz “Quando fazemos o que gostamos, o tempo passa rápido e nem dá para notar.”, então faço o que gosto, mas o tempo não passa rápido. Até que enfim chegou 6:00 horas, reparei nas pessoas, elas saíram da agência, como bois saem para o pasto, mesmo querendo ir embora o mais rápido possível, eu fiquei lá, esperando a agência ficar completamente vazia, para eu poder ir embora.
Fiquei reparando na beleza na cidade de São Paulo apesar das pichações, poluição e tudo, a cidade tem a sua beleza.
Bom, já eram umas 7:00 horas da noite, e eu estava na agência ainda, tinha perdido a noção do tempo. Fui até a estação, e estava, com menos gente por ser 7:00 horas da noite, então entrei no metrô e fui sentado, como poucas vezes fui, porque estava sempre cheio. Fui até o ponto final como todos os dias.
Cheguei em casa, mais cansado que os outros dias da semana, mas pelo menos o apartamento estava arrumado.
Fui até a geladeira, e tinha alguma coisa comestível que não estava estragada, os frios que tinha comprado no outro dia, e o refrigerante, fiz um lanche e fui sentar na minha poltrona, a única da sala. Comecei a assistir o jornal, e vi os estragos que as chuvas tinham feito na cidade. Depois de ver tanta “tragédia” coloquei na MTV, estava passando a faixa de clipes antigos, da minha época, deixei um pouco mais alto e fui tomar um banho, de repente começou a tocar Cindi Lauper, a única música dela que fez sucesso. Então aproveitei que morava sozinho comecei a dançar de toalha no meio da sala. Eis que alguém toca a campainha, e o pior, eu não tinha aquele olho mágico, então eu era obrigado a abrir a porta, e o pior não dava para fingir que eu não estava em casa, porque o volume da TV estava alto. Então eu corri e coloquei um shorts e uma camisa regata e fui para a porta. Era só o carteiro, entregando as benditas contas para pagar.
Bom, depois de pegar as contas não continuei dançando, porque já tinha acabado.
Fui para o quarto para fazer alguns trabalhos que eu não tinha terminado na agência.
Depois de um tempo, fui para a cama, depois de alguns minutos pensando em várias coisas, consegui dormir.
Acordei achando que tinha me atrasado para o trabalho, mas olhei no relógio que era uma espécie de calendário também, e vi que dia era, e era um sábado, então resolvi ficar mais um tempo na cama mas não consegui dormir, então resolvi levantar, para fazer alguma coisa.
Decidi ir para a cidadezinha do interior de Minas Gerais, aproveitei que depois de um “dilúvio” na cidade fez sol, então fui até a rodoviária e peguei o ônibus e fui até Cambuí, no sul de minas, a cidade que meus pais foram morar depois que se aposentaram.
Chegando lá, na rodoviária na cidade não havia ninguém me esperando, e então eu lembrará que não havia avisado ninguém minha ida. Avistei em uma pequena praça um orelhão e fui telefonar, já que meu celular estava fora de área. Liguei na casa de meus pais, ficou chamando, até desligar o telefone. Continuei ligando, mas ninguém atendia, depois de várias tentativas, resolvi desistir.
Continua...
Aviso:Só queria esclarecer, eu tenho 14 anos, moro em Minas Gerais, só que sou paulista, me chamo Lidia Scognamiglio. Essa história é apenas um conto de ficção, minha vida é completamente difernte da rotina desse homem do conto!

6 comentários:

  1. caramba... e eu que achava que corria contra o relógio...

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  2. sem paciencia pra ler, mas vi o titulo "vida de um paulistano" e isso me interessou... SP me fascina, causa em mim uma espécia de repulsa e atração ao msm tempo... vai entender..rs
    mas seu "diário" está legal... o único problema é que as vezes fala no feminino ("ja estava atrasadA") e outras no masculino ("me arrepiei todO"), e eu nao sei se vc é homem, mulher, ou sei lá o q...rs
    mas é isso
    visite meu blog tb, ficarei feliz com sua visita... =)


    até

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  3. Cara!
    Realmente é uma diferança quando vamos pra outra cidade!
    Acho que reclamamos muito da nossa e vemos a outra como melhor!
    Mas nada melhor do que a nossa rotina!

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  4. São Paulo respira e exala adrenalina, essa cidade não para, pude trabalhar em SP por 1 ano e conferir muito dessa cidade que não para, adorava tudo isso pois me sentia servido de tudo que sempre precisava a hora que bem quisesse, seja um restaurante ou um supermercado, saudades da galera da Barra Funda que tanto amo, mas voltei para meu Ceará após que o períodoi d etrabalho encerrou-se.

    BLOGdoRUBINHO
    www.blogdorubinho.cjb.net

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  5. E continua...
    Fora certas coisas que vc tem que corrigir e longe de mim apontar quais são, este post está bem interessante, quero ver a continuação, espero ansiosamente e olha, seguirei seu blog ok?

    abraços e parabéns pelo talento!

    Espírito!

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  6. Impressionante!!
    Um dia quero ter a sua eloquência xD
    Mto bom o texto, meus parabéns =]

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