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quarta-feira, 17 de junho de 2009

A vida de um Paulistano [parte 3]

Comecei a andar pela cidade, já que ia fazer alguns meses sem ir lá, e não lembrava muito bem, aonde era a casa de meus pais.
Encontrei um barzinho na esquina, e fui até lá porque estava morrendo de fome, porque afinal , eu tinha saído cedo de São Paulo e sem comer nada.
Chegando lá,comprei um misto quente ,porque estava morrendo de fome,e cansado da viagem, e lá fui eu ,mais uma vez no orelhão tentar ligar para eles irem me buscar na rodoviária .Até que enfim ,me atenderam e foram me buscar. Enquanto meu pai não chegava ,eu fiquei olhando as pessoas ,as lojinhas daquela praçinha ,e vi uma menina,menina não ,ela devia ter a minha idade uns trinta e poucos anos ,ela era bonita ,toda arrumada ,cabelos morenos ,bem branca com um batom clarinho nos lábios finos e bem torneados,com um vestido que parecia ser de um tecido leve, todo cheio de flores,parecia um comercial de chinelos havaianas, um vento soprando seus cabelos cacheados e morenos um sol meio avermelhado fraco e ela andando com o vestido balançando naquela leve brisa,que levantava as folhas secas,que estavam no chão da praça,logo meu pai chegou , e eu não pude ir falar com a moça.Logo que entrei no carro de meu pai,e como em cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo,meu pai sabia quem ela era e que era o pai dela .Ela era filha do dono da farmácia da cidade.Já sabendo quem ela era,fiquei de ir na farmácia no domingo de manhã.Chegando na casa de meus pais ,minha mãe esperava no portão a minha chegada ,já que desde o natal nos não nos víamos e já era março, então já fazia um tempo.Desci do carro e minha mãe veio me abraçar beijar e tudo mais,entrei na casa e sentei no sofá de três lugares de frente com a TV, e começamos a conversar ,minha mãe foi fazer um café e chamar meu irmão que estava em seu quarto e não tinha visto que eu havia chegado.
Depois de termos conversado muito ,vimos que já eram umas dez horas da noite, eu fui tomar banho e meu pais dormir.
Depois de tomar banho, fui me deitar em um colchão que minha mãe havia colocado na sala, me deitei e me cobri,e fiquei pensando na tal moça da praça,depois de um tempo adormeci.

No domingo de manhã acordei com um cheiro gostoso de café vindo da cozinha, e fui até lá,tomar o café que estava tão cheiroso.Cheguei na cozinha e minha mãe já estava com o café da manha pronto e colocado,a mesa ,estava toda arrumada tinha mussarela presunto café leite e um monte de doces típicos dali da cidadezinha.

Depois de ter tomado aquele café ‘farto’ da minha mãe,decidi ir dar uma volta pela cidade, e ir na farmácia do pai da moça, e descobrir quem era ela.
Chegando a pracinha fiquei no mesmo lugar de antes,esperando a moça talvez entrar na farmácia.
Depois de uma hora mais ou menos, havia cansado de esperar ela e voltei para casa de meus pais. Depois fui me dar conta que tinha que ir embora, até porque era domingo e eu trabalhava cedo na segunda-feira.

Depois de ter almoçado com meus pais e meu irmão, peguei o ônibus para voltar a São Paulo. Ao ir sentar em meu banco, quem eu encontro? Sim , a moça da praça, e ela estava bem no banco ao meu lado.Fiquei pensando, foi sorte ou destino?

Depois de um tempinho de silêncio ,resolvi puxar assunto com ela,perguntado as horas:
-Oi, você pode me dizer que horas são? É que acabou a bateria do meu celular.
-Claro - disse ela dando um pequeno sorriso- são duas horas.
-Obrigado, ontem eu a vi na praça andando,você é daqui?
-Sim ,mas agora estou indo para São Paulo fazer minha faculdade. E o pior é que eu não tenho nem lugar para ficar.
-Ah, isso não é problema ,fique em meu apartamento, não nos conhecemos, mas eu juro que não sou perigoso – eu estava tentando ser ‘engraçado’
Ela deu um risinho e continuou a falar:
-Mas nem nos conhecemos, isso seria estranho.
-Isso não é problema, meu nome é Peter, sou paulistano ,e publicitário,moro em uma kit net ,no centro de São Paulo não sou um ‘psicopata’-tentado ser engraçado de novo- Pronto? E você?
- Meu nome Lavínia ,nasci em Cambuí mesmo, ou para São Paulo fazer faculdade de jornalismo e não tenho lugar para morar, e eu não acho que você é um ‘psicopata’-disse ela dando risada.
-E então? Me conhece? Ou quer conhecer mais?
-Não, está bom.
Depois que disse ,deu um sorriso.
-Eu aceito ,morar só que vamos dividir as contas aluguel e tudo mais,fechado?
-Ok, fechadíssimo.
Depois de duas horas conversando, chegamos á rodoviária do Tietê , e ela sem conhecer nada foi indo atrás de mim ,para irmos para meu apartamento e a nova casa dela.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A vida de um Paulistano [parte 2]


De repente eu acordei , e olhei no relógio, já eram 8:00 horas da manhã e eu tinha que estar na agência às 7:00 horas da manhã , até eu chegar na agência que era na casa verde eu demorava 40 minutos, eu corri para me trocar e sai, para ir para o metrô, eu parecia um louco correndo pelas calçadas movimentadas da Avenida Ipiranga.
Chegando ao metrô, como sempre estava lotado, não cabia mais uma alma viva naquele lugar, eu resolvi esperar, já que não tinha mais jeito de entrar lá, eu já estava atrasado mesmo, estava até pensando em faltar, ligar para o chefe e inventar uma mentira mirabolante, mas não, eu era tão ‘certinho’ que eu não conseguia nem mentir, se eu mentisse eu iria ficar me sentindo mal o resto do dia. Resolvi enfrentar a multidão de pessoas me empurrando, pensei : “Mas o metrô nem chegou ainda porque o empurra-empurra ?”. Bom fiquei quieto só esperando o metrô chegar. E finalmente o bendito metrô chegou e o empurra-empurra aumentou, sorte que eu estava bem na porta e consegui entrar rápido. Como sempre não tinha lugar para sentar de tão lotado que estava o metrô, e então fiquei de pé esperando já que o metrô não iria mais rápido só porque eu estava atrasado.
Chegando perto da agência comecei a pensar em uma desculpa ‘esfarrapada’ para dar ao meu chefe pelo atraso, mas como eu disse eu não sou muito bom em mentiras, então resolvi ficar quieto para ver se ninguém reparava em mim.
Quando sentei em minha mesa logo o telefone tocou, eu pensando que era o chefe me arrepiei todo só de pensar na possibilidade dele me despedir. Sorte que era só a moça do RH avisando que o salário iria atrasar alguns dias. Era tudo o que eu queria, ter que atrasar o aluguel e todas as contas, pelo ou menos não era o chefe.
E então, como todos os dias, demorou para o dia passar. Finalmente chegou a hora do almoço, eu estava faminto já que não tinha comido nada na noite passada, e tinha feito ‘a’ faxina em meu apartamento.
Hoje eu resolvi que não iria comer lanche como todos os dias, desde que comecei a trabalhar aqui. Fui a um restaurante com alguns colegas e resolvi comer algo básico, que todas pessoas no mundo comiam, o tradicional arroz, feijão, batata frita e bife, num restaurante barato ali da casa verde. Bom já que faziam algumas semanas que eu não comia comida, então meu organismo estranhou, mas fiquei bem melhor do que os dias que eu comia lanches. Bom, voltei do restaurante para a agência. E de novo as horas demoraram a passar, tem gente que diz “Quando fazemos o que gostamos, o tempo passa rápido e nem dá para notar.”, então faço o que gosto, mas o tempo não passa rápido. Até que enfim chegou 6:00 horas, reparei nas pessoas, elas saíram da agência, como bois saem para o pasto, mesmo querendo ir embora o mais rápido possível, eu fiquei lá, esperando a agência ficar completamente vazia, para eu poder ir embora.
Fiquei reparando na beleza na cidade de São Paulo apesar das pichações, poluição e tudo, a cidade tem a sua beleza.
Bom, já eram umas 7:00 horas da noite, e eu estava na agência ainda, tinha perdido a noção do tempo. Fui até a estação, e estava, com menos gente por ser 7:00 horas da noite, então entrei no metrô e fui sentado, como poucas vezes fui, porque estava sempre cheio. Fui até o ponto final como todos os dias.
Cheguei em casa, mais cansado que os outros dias da semana, mas pelo menos o apartamento estava arrumado.
Fui até a geladeira, e tinha alguma coisa comestível que não estava estragada, os frios que tinha comprado no outro dia, e o refrigerante, fiz um lanche e fui sentar na minha poltrona, a única da sala. Comecei a assistir o jornal, e vi os estragos que as chuvas tinham feito na cidade. Depois de ver tanta “tragédia” coloquei na MTV, estava passando a faixa de clipes antigos, da minha época, deixei um pouco mais alto e fui tomar um banho, de repente começou a tocar Cindi Lauper, a única música dela que fez sucesso. Então aproveitei que morava sozinho comecei a dançar de toalha no meio da sala. Eis que alguém toca a campainha, e o pior, eu não tinha aquele olho mágico, então eu era obrigado a abrir a porta, e o pior não dava para fingir que eu não estava em casa, porque o volume da TV estava alto. Então eu corri e coloquei um shorts e uma camisa regata e fui para a porta. Era só o carteiro, entregando as benditas contas para pagar.
Bom, depois de pegar as contas não continuei dançando, porque já tinha acabado.
Fui para o quarto para fazer alguns trabalhos que eu não tinha terminado na agência.
Depois de um tempo, fui para a cama, depois de alguns minutos pensando em várias coisas, consegui dormir.
Acordei achando que tinha me atrasado para o trabalho, mas olhei no relógio que era uma espécie de calendário também, e vi que dia era, e era um sábado, então resolvi ficar mais um tempo na cama mas não consegui dormir, então resolvi levantar, para fazer alguma coisa.
Decidi ir para a cidadezinha do interior de Minas Gerais, aproveitei que depois de um “dilúvio” na cidade fez sol, então fui até a rodoviária e peguei o ônibus e fui até Cambuí, no sul de minas, a cidade que meus pais foram morar depois que se aposentaram.
Chegando lá, na rodoviária na cidade não havia ninguém me esperando, e então eu lembrará que não havia avisado ninguém minha ida. Avistei em uma pequena praça um orelhão e fui telefonar, já que meu celular estava fora de área. Liguei na casa de meus pais, ficou chamando, até desligar o telefone. Continuei ligando, mas ninguém atendia, depois de várias tentativas, resolvi desistir.
Continua...
Aviso:Só queria esclarecer, eu tenho 14 anos, moro em Minas Gerais, só que sou paulista, me chamo Lidia Scognamiglio. Essa história é apenas um conto de ficção, minha vida é completamente difernte da rotina desse homem do conto!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A vida de um paulistano!


Andando no centro de São Paulo, comecei a reparar nos vários estilos de pessoas que haviam ali.
Todas com fones nos ouvidos, eu não sabia o que eles estavam ouvindo, mas dava pra ter uma idéia pelos estilos das pessoas, uma mulher executiva, de terninho, ela devia estar escutando ópera ou alguma rádio para ficar antenada nas notícias do mundo, outro com ‘Black Power’, com uma revista na mão ele devia estar escutando ‘rap’, e lendo sobre música , uma outra toda “Patty” devia estar escutando essas músicas que estão na moda, como Britney Spears, ou sei lá o que.
Entrei no trem para ir para o trabalho, também com fone no ouvido, mas pelo menos eu sabia o que ouvia, eu ouvia ‘rock dos anos 80 e 90’.
Pensei comigo mesmo, as pessoas não se comunicam, elas ficam ouvindo suas músicas e suas rádios favoritas, lendo seus livros, suas revistas, todas indo para seus trabalhos, suas rotinas monótonas, a minha rotina era monótona, acordava pegava o trem, trabalhava em uma agência de publicidade, ficava horas em frente ao computador, meus olhos chegaram a arder, voltava para casa, um apartamento, na verdade era um “cubículo”, com poucos móveis, uma poltrona vermelha, comprada em uma loja de móveis dos anos 70, 80, 90, uma geladeira super colorida, mais vazia, uma pia cheia de louça, que eu sempre ficava com preguiça de lavar, Alguns pães em cima da mesa, uma TV antiga que só pegava a GLOBO, SBT e MTV, os canais básicos de São Paulo, eu também não precisava de muitos canais porque passava somente algumas horas por dia em casa, de vez em quando passava os finais de semana em casa sem ninguém, nem um cachorro eu tenho, não tinha quase dinheiro para me manter , como manteria um cachorro ?! Se eu aceitasse comer lanches todos os dias, ou se eu comesse ração todos os dias, até poderia pensar em ter um cachorro, mais eu não nem tenho tempo para passear com um cachorro, mas eu não tenho nem tempo para passear sozinha, imagine ter que passear com um cachorro quase todos os dias ? Não teria tempo, bom vamos deixar a idéia do cachorro de lado, eu podia ter uma tartaruga, elas não dão tanto trabalho assim, só comem uma vez por dia, eu acho. Depois eu vejo quanto custa uma tartaruga poderia colocar o nome dela de Elvis, aí eu teria com quem conversar durante as noites de insônia dos dias de calor infernal dessa São Paulo.
Bom, cheguei em casa depois de um dia cheio de trabalho na agência, uma chuva muito forte, parecia que ia cair o céu em nossas cabeças.
Cheguei em casa religiosamente, como todos os dias, liguei a TV e comecei a assistir o único jornal que prestava naquele horário.
Deixei a TV ligada e fui até a cozinha para ver se tinha algo para comer ou beber na geladeira, e como todos os dias não tinha nada da geladeira nem água se quer havia lá.

Resolvi ir ao mercado 24 horas que tem perto de minha casa.
Chegando ao mercado, fui até o setor de pães, porque era a única coisa que eu sabia fazer, além de miojo, fui até a geladeira do supermercado e peguei um refrigerante e algumas bandejas de frios, voltei para casa mais que faminto.
Chegando em casa eu coloquei as compras em cima da pequena mesa redonda de minha cozinha, comi quase todos os pães que havia comprado, e tinha bebido quase meia garrafa de refrigerante, levantei da mesa e vi uma bagunça na sala, roupa no chão, toalhas molhadas em cima da única poltrona na minha sala. Resolvi arrumar, porque aquilo não poderia ser chamado de casa e sim de ‘chiqueiro’.

Comecei a arrumar pela sala, lá tinha pacotes de bala, roupa suja, papéis amassados, perto da poltrona e muita sujeira no carpete verde, depois de alguns minutos, minha sala estava irreconhecível. Fui arrumar a cozinha e ver o que havia de estragado, provavelmente tudo que tinha lá estava estragado. Comecei a lavar a louça que estava na pia, parecia que não ia acabar nunca mais a louça suja que havia ali, finalmente terminei, minhas mãos estavam extremamente geladas porque estava meio frio aquele dia, e minha torneira não esquentava. Bom, passei para meu minúsculo banheiro, que era junto da lavanderia, mas eu nunca usei o tanque para lavar roupa, sempre levava para lugares especializados para lavar minha roupa, não muito suja.
Lavando o banheiro foi rápido porque não tinha nem dois metros quadrados o banheiro. Já cansado de ter arrumado os três pequenos cômodos eu fui para o quarto, o lugar mais bagunçado da casa, no meu quarto havia uma cama de solteiro toda cheia de meias sujas, casacos no chão camisas e camisetas sujas, havia um só lugar não estava cheio de roupas, papéis e sujeiras, minha escrivaninha, com meu laptop pago à prestações, em cima da escrivaninha além do meu laptop tinha uma estátua do Buda comprada da 25 de Março, e alguns pôsteres de bandas antigas, dos anos que as músicas tinham qualidade. Comecei a tirar a roupa suja do chão, da cama da cadeira da escrivaninha, e limpei o carpete. Pronto, tinha acabado a ‘faxina da noite’, aí que eu fui dar conta que já eram 2:00 horas da manhã e que eu tinha que acordar às 6:00 horas dá manhã para ir trabalhar, então tomei uma ducha, e fui dormir.


Continua...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Um 'dia' mais que inesquecível de verão

Certo dia de verão, Manuela e Paloma ,duas grandes amigas resolveram pegar um velho barco que o pai de Paloma tinha em sua garagem.Paloma pegou o barco sem permissão do pai,para que elas pudessem navegar escondidas de todos.
Elas foram para uma lagoa perto da casa de Manuela, só que o que elas não sabiam é que a lagoa dava vazão para o rio da pequena cidade em que elas moravam,quando elas descobriram isso ,já dentro do barco ,era tarde demais.
Já passavam das seis horas da tarde daquele dia e as meninas não voltaram para casa ,elas já estavam ficando com um pouco de medo ,porque e já começará a escurecer.E então elas resolveram passar a noite ali mesmo em uma pequena mata ao lado do rio.
Com o medo elas começaram a ouvir estranhos barulhos vindos do interior da mata,e elas foram lá para vem o que era ,ou era só da imaginação delas.
Porque elas foram fazer isso ? De repente sai um homem de quase dois metros de altura de trás de um arbusto e as pega desprevenidas,ele dá uma paulada tão forte nelas ,que acabam desmaiando.
No dia seguinte, as duas acordam com uma forte dor de cabeça.Elas estavam amarradas em uma sala muito clara ,havia uma mulher lá olhando para elas .

- Fiquem calmas, a gente não vai fazer nada a vocês.- disse uma mulher loira com uma seringa na mão. Paloma tentou dizer algo mas não conseguia por que sua boca estava amordaçada, Manuela ainda estava desacorda, a mulher deu uma picada no braço de Paloma.Os sentidos da menina foram se perdendo e seus olhos se fechando,mas ela ainda podia ouvir,mal mas ouvia.
A mulher começou a dizer coisas muito estranhas.
-Leve-as para a casa B assim poderão ficar soltas mas tranque as janelas e as portas.Não as mau trate elas são importantes para mim!
-Sim senhora!- devia ser um empregado.
E então o homem as levou desacordadas para o quarto desamarrou elas,e trancos as janelas e as portas do quarto ,agora um quarto extremamente escuro.
Depois de algumas horas as meninas acordaram ,dessa vez sem a dor de cabeça da pancada que levara no dia anterior.
-Manu?Você está ai?- Paloma disse assustada
-Estou sim,você está bem ?-Manuela disse com uma voz meio que calma para a situação .
-Estou com medo, muito medo.Onde estamos afinal?
-Eu não sei viu?! Só sei que é muito assustador!

De repente a porta se abre ,a moça loira que estava na sala clara .
-Vocês estão bem? - Elas ficaram quietas ,não responderam nada.
-VOCÊS ESTÃO BEM?- ela perguntou com irritação para as meninas.
-Não ,não estamos bem,que lugar é esse? - Paloma perguntou com medo.
-Logo vocês saberão que lugar é esse. – Falou isso e fechou a porta devagar.

As horas naquele lugar passavam devagar demais ,elas queriam que amanhecesse logo.
Bom, amanheceu e a mulher loira estava lá de pé na porta do quarto.As duas deram um salto ,e num instante estavam de pé.
-Vamos conversar - disse ela num tom de voz imperativo.
-Que lugar é esse?Onde é isso?O que é isso? – Manuela disse com uma voz desesperada.
-É triste dizer isso ,mas temos uma lista aqui e seus nomes estão nela.
-Que lista?Para que? - disse Paloma mais desesperada ainda
-Para vocês irem para uma ilha ,e permanecerem lá por algum tempo.

E então,um homem pegou elas pelo braço e as levou para um avião ,que parecia ser construído naquela floresta mesmo.E levaram elas para a tal ilha que a mulher havia falado.
-O que estamos fazendo aqui? – Manuela falou.
Ninguém a respondeu, deixaram elas lá e foram embora de volta para a mata que tinham partido.
-Por que nós? - Paloma perguntou a Manuela.
-Não sei Paloma,nós não deveríamos ter saído de casa. – Elas estavam desesperadas.

E então as meninas começaram a andar pela ilha ,para ver se encontravam algum lugar para passarem a noite ,já que tinham perdido as esperanças de encontrar alguém na ilha.Elas encontraram uma caverna ,e na caverna dava para ver um pequeno fecho de luz do outro lado ,e então como não tinha ninguém na ilha ,não teria perigo algum ir até lá.
E lá foram elas para o fim da caverna ,eis que elas enxergam uma linda praia ensolarada e um mar esplêndido.
-Ei,Manu que lugar é esse ,tão lindo ,tão diferente da outra parte dessa ilha. – disse Paloma maravilhada.

Elas deram a volta na caverna por fora,e não conseguiram chegar na outra parte da ilha.Aquilo,para elas era extremamente estranho,elas nunca tinham visto aquilo em suas vidas.Ela resolveram explorar a ilha para ver o que mais havia naquela ilha estranha.

Elas começaram a andar pela floresta que havia logo à frente da caverna que elas haviam saído,chegaram ao outro lado,e viram uma espécie de casinha de pedra.Lá dentro tinha um casal de crianças sentadas em uma mesa de madeira com seus pais.
Elas foram pedir alguma ajuda a eles ,perguntar que lugar era aquele.Bateram na porta para que pudessem ser atendidas.
-Bom dia ,vocês poderiam nos informar que lugar é esse? – disse Paloma educadamente.
-Pois não meninas aqui é “Utopia”,uma cidade perdida a mais de anos.- disse um homem barbudo ,mas simpático.-Mas como vocês chegaram aqui?
-Algumas pessoas nos capturaram em uma pequena mata em nossa cidade natal,e nos trouxeram para cá.Resolvemos andar pela ilha ,já que não tínhamos mais esperanças de voltar pra casa ,achamos uma caverna entramos e achamos esse lugar lindo.
-Nossa eu não sabia que existia essa entrada para essa terra- disse o homem barbudo surpreso,e feliz.
-Mas o mais curioso é que nós demos a volta na caverna por fora,e não tem nenhuma abertura do outro lado - disse Manuela sorrindo.
-Entrem ,vamos conversar aqui dentro- disse a esposa do homem,em pé na porta da casa.E então elas entraram e se acomodaram no sofá da família.
-Então nos conte,como vocês vivem aqui?-disse Paloma para saber aonde ela se encontrava.
-Ah ,é uma vida bem simples ,nós caçamos ,pescamos,plantamos.-o homem de barba disse com gentileza para as meninas.
-Bom, acho que vamos procurar um lugar para passarmos a noite,para descansarmos e andar amanha para conhecer mais a ilha.- disse Manuela se levantando do sofá.
-Não- disse a mulher do homem de barba- passem a noite aqui ,pelo ou menos hoje.
-Tudo bem então se não formos incomodar.
-De jeito nenhum vocês atrapalham - disse a mulher sorrindo.

Então amanheceu e elas foram andar pela ilha pra ver o que havia naquele lugar em que seus novos amigos viviam.Elas começaram a andar pela praia e tinha uma selva perto da casa deles,elas resolveram entrar para ver o que havia naquela selva.
Elas chegaram em uma cachoeira que tinha dentro da selva.
-Ei Paloma,eu vou pular na cachoeira.- então Manuela pulou ,e o mais incrível aconteceu ,de repente ela aparece em sua cama ,em seu quarto, em sua casa,ou seja aquilo tudo não passou de um pesadelo ,se é que aquilo pode ser chamado de pesadelo.Então Manuela ligou para Paloma para contar o que tinha sonhado.
-Manu ,então não vamos sair de barco ,vai que acontece isso?!-disse Paloma dando risada.
-É verdade Paloma ,nunca vou para aquele rio...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Grega

Há alguns anos atrás havia um viajante italiano, que adorava a Grecia.
Certo dia estava ele lá na Grécia ,eis que apaerece uma "deusa"em sua frente ,ele instantaneamente se apaixona por aquela beleza inigualável ,e irresistivel aos olhos de uma pessoa, ou qualquer ser vivo ,todas as pessoas a olhavam com adimiração.O mais interessante ,é que o viajante tinha reconhecido aquele lindo rosto, mas não sabia de onde.No dia seguinte ele foi para a mesma praça onde vira a linda mulher,irresistivel aos olhos.Mas a moça grega não apareceu lá naquele dia.
Então o viajante resolveu voltar lá alguns dias depois.Ele voltou a praça dois dias depois ,e a moça estava lá,então o viajante tomou coragem e foi falar com ela:
-Olá ,desculpe o incômodo ,qual o seu nome?-perguntou ele sem graça,envergonhado
-Pois não senhor-disse ela dando um sorriso lindo aos olhos do viajante-meu nome é Alyah.
-Por que a pegunta ,sem querer ser mal educada?-disse ela em um tom de voz suave e baixo.
-Por nada-disse ele ainda timido- é que a vi há dois dias aqui nessa mesma praça .Reparando em seus traços perfeitamente esculpidos.
-Ah sim! eu venho aqui nessa praça quase todos os dias para me encontrar com meu grupo de dança tipica aqui da Grécia,nós formamos um grupo solidário para ensinar as danças tipicas e de outros paises para pessoas que não podem pagar por aulas particulares.-ele ficou prestando atenção ainda nos traços dela perfeitamente esculpidos ,que pareciam feitos à mão,e prestando atenção em sua voz suave e baixa.
-Será que eu poderia ir ver o seu trabalho algum dia?-disse ele ,agora prestando atenção nos cachos que se formavam nos cabelos morenos e que pareciam macios.
-Claro senhor.-continuando a pronunciar as palavras em um tom de voz muito doce e baixo.
-Espere! Vamos parar com formalidades, meu nome é Franchesco.
-Ah sim Franchesco.-disse ela dando um sorriso radiante.
-Será que poderiamos ir tomar um café?-disse ele tentando não prestar muita atenção nos traços dela e nem nos cachos, mas sim nos olhos cor de mel.
-Claro,assim posso me apresentar melhor.E assim seguiram juntos para um café daquela praça mesmo.
-E então da onde o senhor é?-ele olhou para ela fixamante nos olhos ,dando um pequeno sorriso.-desculpe,da onde você é Franchesco?
-Agora sim!-disse dando um sorriso meio amarelado.
-Sou de Roma ,na Italia.-disse ele olhando para sua xicara de café e mexendo com a colher,tentando não olhar de novo para os traços perfeitos da moça.
-E você Alyah?De que cidade da Grécia você é?
-Sou de Athenas. - ela falou olhando para o relógio
- Nossa, estou atrasada tenho que ir.
-Nos encontramos amanhã aqui nessa mesma praça?
-Claro ,amanha pela manhã nos vemos aqui!
Depois disso o viajante ficou pensando na moça que acabará de conheçer melhor.Ficou pensando se conhecia ou não aquele rosto.
No dia segunte ,o viajante estava eufórico para encontra-la de novo.E foi ele para a praça ,para encotrar a moça bonita de seus sonhos.Ele ficou sentado no mesmo banco das outras veses que foi aquela praça para ve-la.E como o combinado a moça estava lá esperando ele no mesmo café do outro dia.Ele foi caminhando na direção de Alyah dando um sorriso.
-Olá! - disse ele feliz ,por te-la encontrado novamente.
-Oi,como está?
-Estou bem sim,e ai quando poderei ir ver você dando aula de dança?
-Ah ,se quiser hoje mesmo.Vai ter uma apresentação das crianças.Vamos então?
-Claro.
Eles seguiram conversando sobre suas vidas.Chegando lá ,as crianças já tinham começado a dançar,ele ficou parado encantado com aquelas crianças,muito lindas tambem.logo depois foi a vez de Alyah dançar,ele ficou paralisado seguindo os movimentos do corpo dela só com os olhos,reparando nas perfeições do corpo dela.Quando a dança dela acabou,ele aplaudiu ela de pé.
-Nossa como você dança bem Alyah.
-Obrigada Franchesco,bondade de sua parte- dizia ela enquanto mostrava um belo sorriso.
-Bom, agora teho que ir.Tchau Alyah ,até amanha?
-Até...
E então Franchesco foi para seu hotel, pensando,porque aquela moça foi aparecer em sua vida,destino ou sorte?Finalmente amanheçeu ,e Franchesco recebeu uma ligação muito importante de seu irmão falando que sua mãe estava muito mal ,e que ele teria que voltar a Roma o mais rápido possivel.Mas o que Franchesco faria se não visse a moça bonita pela ultima vez? Ele não tinha nem seu telefone.Franchesco foi ver Alyah pela ultima vez,talvez a ultima de suas vidas.E ela estava lá ,no mesmo café na mesma mesa esperando Franchesco aparecer ,porque de algum modo ela tmbém pensara nele com muita frêquencia.
-Olá Franchesco!
-Oi Alyah- falou ,mas não com tanto entusiasmo como nos dias anteriores
-O que houve Franchesco?
-A minha mãe...Não está muito bem,terei que voltar para Roma hoje mesmo.
-A que pena-ela disse com tristesa,por pensar que a mãe dele estava mal,mas ainda mais triste porque não saberia se o veria de novo.
-Franchesco.
-Sim?-disse ele com a atenção no celular que estava em suas mãos.
-Vou te ver de novo algum dia?
Ele ficou surpreso com a pergunta,porque ele achava que só ele a olhava de um jeito diferente.
-Acho que sim Alyah, só se você estiver todos os dias nessa mesma praça ,no meso café e na mesma mesa.-e deu um sorriso torto para ela.
-Claro.
-Estou de partida Alyah,tchau até algum dia, nesse mesmo lugar que nos conheçemos.
-Franchesco,deixa eu...
-Não,não quero o seu telefone ,porque saberei que sempre vai estar aqui nessa mesma praça me esperando.Não para sempre ,mas por algum tempo.
-Adeus Franchesco - e deu um abraço apertado nele,de despedida.
-Adeus Alyah,minha Deusa grega esculpuida perfeitamente como uma estatua de mármore.
Ela deu um sorriso,do mesmo jeito que ela tinha dado no dia que Franchesco a viu pela primeira vez.
-Adeus.